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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vida vista de outro ângulo
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Imagem: Paula AnDDrade's /Flickr
A publicitária Silmara Franco é autora do blog Fio da Meada, que acompanhamos há algum tempo. Com um olhar único sobre os acontecimentos da vida, ela escreve com tanta delicadeza que é impossível não ser tocado por suas palavras. Por isso, surgiu a ideia de convidá-la para escrever um texto sobre a maternidade. E não poderia ter sido diferente, a seguir um texto emocionante que traz um pouquinho do que se tornou sua vida com os filhotes de barriga Luca, 6 anos, e Nina, 3 anos, e o de coração, Bruno, 18 anos.
Sobre fazer gente*
Quando eu estiver diante de Deus para prestar contas, e ele perguntar o que fiz durante a vida, para ver se mereço tomar chá com rosquinhas em sua companhia na varanda do céu, aos sábados, direi: um bocado de coisa. Fiz amigos, irmãos, faculdade, festa. Tricô (crochê não), planos, piada e poesia. Fiz amor, não fiz guerra. Fiz de conta e fiz por merecer. Fiz que não vi, fiz por fazer, fiz sem fazer. Fiz chorar. Fiz tempestade em copo d’água. Fiz bolo para vender no colégio quando tinha quinze anos e vestido na máquina de costura da minha mãe com dezesseis. Fiz aniversário quase uma centena de vezes. Fiz de tudo para ser feliz. Mas se ele quiser saber do que mais me orgulhei de ter feito, responderei: gente.
Tenho um filho que não fui eu que fiz, já veio pronto: meu enteado. Meu primeiro filho foi, portanto, o segundo. Feito quando quase acreditei que não daria mais tempo. Deu. Hoje sei que havia tempo de sobra. A gente nunca entende direito o tempo do tempo. Depois, fiz minha filha. Não há nada mais interessante do que uma mulher com outra dentro. Costumo dizer que tenho, então, três filhos. Dois que saíram da barriga e um que entrou no coração. O que, no final, dá no mesmo. Tatuei seus nomes no verso do meu corpo. Publiquei o amor.
Brinco que quando se tem filhos a vida vira de ponta-cabeça. Interessante: de cabeça para baixo a gente enxerga as coisas de outro jeito, é só fazer um teste na sala de casa. Com filhos, nos despedimos do sono tranquilo, do umbigo próprio, da vida no singular. Damos 'até logo' para a carreira. Por outro lado, dizemos 'olá' aos novos personagens dos sonhos, às diferentes formas de trabalho, à vida no plural.
Fazer filhos é um processo artesanal. Sai um diferente do outro. Uma falhinha aqui, um defeitinho ali. É justamente esse o charme. Quando se decide fazê-los, não se sabe como eles virão. A vida não tira pedido. É tudo surpresa. Não há acasos, porém. Filhos são exatamente como precisamos que eles sejam, e vice-versa. Disso não se deve duvidar, muito menos reclamar. É bom repassar essa lição de vez em quando.
Gosto de ver meus filhos dormindo com o pai. Assim posso decorá-los com calma. Gosto de vê-los tomando banho. Gosto, sobretudo, de vê-los desenhar. Nessa hora eles recriam o que já esqueci. Gosto quando contam histórias sem sentido e fazem associações malucas. Gosto quando aprendem coisas novas; no fundo, estão é me lembrando que não tenho feito isso. Gosto quando cantam fora do tom, inventam notas e vão montando a trilha sonora das suas vidas. Gosto de reconhecê-los pelo cheiro e pelo gosto. Gostaria de carregá-los pelo cangote, como fazem as gatas. E gosto de ver o que não via antes deles.
Perguntaram se os filhos me abriram novos olhos para o mundo. Eu disse que não. Meus olhos são os mesmos de antes. Tudo que fiz foi mudar a direção do olhar.
*Por Silmara Franco, publicitária e blogueira
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dia Mundial Sem Carro
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imagem: www.bestbabyjoggingstroller.comSão Paulo está chegando a índices alarmantes de trânsito e, pior ainda, poluição. É a 6° cidade mais poluída do mundo e isso traz sérios prejuízos para a saúde. Em média o paulistano perde um ano e meio de vida por causa da poluição. Esses dados foram apresentados em pesquisa do Ibope e do Movimento Nossa São Paulo, sobre mobilidade urbana na última sexta-feira.
Alguns números sinalizam o descontentamento do paulistano com o caos em que se vive atualmente. A população está totalmente insatisfeita com o trânsito. Perde-se em média 2h43 por dia para se locomover pela cidade. De 0 a 10, esse item foi avaliado com nota 3. Para 47% dos entrevistados, o trânsito é considerado péssimo e a poluição aparece como um problema muito grave para 92%.
Uma boa oportunidade para mostrar sua insatisfação é aderir ao Dia Mundial Sem Carro, que ocorre amanhã em vários países. A iniciativa que surgiu na França em 22 de setembro de 1997 e chegou ao Brasil em 2001, com adesão de 11 cidades. São Paulo participa do movimento desde 2005. Nessa data as pessoas são incentivadas a deixar o carro em casa e se locomover de transporte público, bicicleta, a pé… A cidade agradece e a saúde do seu filho também!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
De volta com segurança
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Os dias na maternidade chegaram ao fim. Agora é hora de voltar para casa. Malas arrumadas para o retorno, o bebê vestido com a roupinha escolhida e as últimas orientações da berçarista, do pediatra e do obstetra já estão na ponta da língua. Está tudo ok, certo? Errado.
Embora muita gente acredite que a melhor maneira de transportar o bebê da maternidade para casa é no colo, essa prática é extremamente perigosa. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, os bebês de até 1 ano precisam estar em bebês-conforto, assim como as crianças menores de 4 anos devem ser acomodadas nas cadeirinhas apropriadas para essa faixa etária. Isso porque o cinto de segurança foi desenvolvido para pessoas com estatura mínima de 1,45m.
Então, da mesma forma que nos preocupamos com as condições do carro, velocidade e ética na direção, precisamos ficar atentos aos aparatos necessários para manter a segurança. De acordo com a ONG Criança Segura, os acidentes de trânsito são a causa líder de morte entre crianças de até 14 anos. Portanto, prevenir é sempre o melhor caminho.
Para tanto, até a posição desses equipamentos precisa ser pensada. Por exemplo, se a criança tiver até 1 ano ou 9 quilos, o bebê-conforto precisa estar de costas para o motorista. E sempre no banco de trás, conforme a lei. Parece desconfortável, mas não é. Mesmo porque existem vários tamanhos e modelos sob medida para as idades e peso dos nossos filhos. Vale conferir algumas opções.
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