Minha manhã se encheu da alegria. Sarah começou a engatinhar. A seu modo, se arrastou de modo que chegou até onde estava. Reclamou, resmungou, mas estava ali. Bati palmas, dei os parabéns. E ela se empolgou. Ela está com nove meses. Não comprei andador(só para saber, o andador não é recomendado porque faz com que as crianças aprendam a andar errado, inibe boas fases de desenvolvimento e é perigoso porque pode virar e a criança se machucar.), e esperei o momento dela. Não cobrei, não comparei, nem fiquei me perguntando se andaria.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Metamorfose constante
Minha manhã se encheu da alegria. Sarah começou a engatinhar. A seu modo, se arrastou de modo que chegou até onde estava. Reclamou, resmungou, mas estava ali. Bati palmas, dei os parabéns. E ela se empolgou. Ela está com nove meses. Não comprei andador(só para saber, o andador não é recomendado porque faz com que as crianças aprendam a andar errado, inibe boas fases de desenvolvimento e é perigoso porque pode virar e a criança se machucar.), e esperei o momento dela. Não cobrei, não comparei, nem fiquei me perguntando se andaria.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Descrição perfeita
Sempre que ouço a música Cria, da Maria Rita, me emociono. É incrível como ela descreve com maestria a maternidade. Antes de Sarah nascer, ficava imaginando como ela seria, do que gostaria, como seria criá-la toda vez que ouvia os primeiros acordes no rádio.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Tranformações por minuto

Imagem: dicasdepresentes.com
É engraçado quando as pessoas dizem que a partir de agora nossa vida vai mudar. Eu sempre me pego pensando em quanta coisa já se transformou na minha cabeça e no meu coração. Dia desses durante o almoço, me contaram uma história bem tocante. Não lembro ao certo o nome da pessoa, mas vamos chamá-la de Ana. Com 26 anos, ela já tinha uma filha de 3 anos, era casada, trabalhava em um banco, frequentava a igreja, acabara de comprar seu apartamento e o mais importante: era delicada no trato com as pessoas e vivia com um sorriso no rosto.
Certo dia, saiu da agência para pegar o ônibus de volta para a casa e não se sentiu muito bem. Ficou um tempo internada no hospital, quando o marido foi chamado pelo médico que lhe disse que Ana tinha pouco tempo de vida. Ela que nunca havia reclamado de dores – apenas de cansaço (coisa normal para quem trabalha o dia todo com o público) -, estava com metástase. Não fumava, não bebia e tinha uma vida saudável.
Logo, os amigos e a família souberam. No domingo, Ana fez um almoço para receber todo mundo. O marido decidiu não contar nada para ela. Menos de uma semana depois Ana se foi. Quando terminaram de contar a história dela, surgiu uma discussão sobre o que era certo: contar ou não à Ana o que estava acontecendo. Uma amiga decidiu prontamente que gostaria de saber da real situação, mas eu fiquei muito tempo me perguntando.
Se tivessem me perguntado meses atrás o que teria preferido, certamente concordaria com ela. Afinal, é justo aproveitar os últimos dias da vida. Mas Ana já fazia isso. Já amava incondicionalmente, era feliz e tivera uma vida repleta de conquistas. Mas como contar a uma mãe com a pequena tão inocente que ela não vai terminar de criar sua filha, não vai vê-la conquistando ou não vai acariciá-la quando cair? Imagine como seria isso na cabeça de Ana, ou na minha, ou na sua. É claro que a pequena terá toda a família para zelar por ela. Mas na cabeça de uma mãe, é extremamente difícil. Neste momento, tive a certeza de que a maternidade realmente muda. Muda tudo.
