Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Metamorfose constante

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinTSbToGn8TSjuluUjPcn19fVZaJbVOWQZ_4YOKMZ9np-_s0iZSHl7c-PyqITmYAjXWUPvxaWiUIa20MwxT-CwiQfRhMycHAVnNpQ0pmZZZIVUmqXkU3rfD7aPBXzCkeAjxQepi4R0rjJ3/s400/borboleta+na+m%C3%A3o.png

Minha manhã se encheu da alegria. Sarah começou a engatinhar. A seu modo, se arrastou de modo que chegou até onde estava. Reclamou, resmungou, mas estava ali. Bati palmas, dei os parabéns. E ela se empolgou. Ela está com nove meses. Não comprei andador(só para saber, o andador não é recomendado porque faz com que as crianças aprendam a andar errado, inibe boas fases de desenvolvimento e é perigoso porque pode virar e a criança se machucar.), e esperei o momento dela. Não cobrei, não comparei, nem fiquei me perguntando se andaria.

Quando os especialistas dizem que cada criança tem seu ritmo, é verdade. As mães, avós e familiares têm a mania feia de lançar competições. Eles comparam as crianças o tempo todo, apontando quem é mais inteligente e esperto se anda rápido, fala rápido ou bate palmas. Ou mais lento, quando demorou mais para fazer isso que o irmão, a prima ou a vizinha. Isso não é de hoje. Minha avó costuma contar que a vizinha dela dizia que o filho era mais esperto porque já andava, enquanto meu tio ficava parado. Minha avó, que não tinha tanta instrução quanto hoje, ficava preocupada, achando que meu tio nunca andaria. O que a vizinha dela ganhou com isso? Não sei.

Além de ser deprimente ver essas cenas, imagino que seja prejudicial para as crianças. Porque se ela é julgada inteligente, vai acreditar que precisa estar sempre à frente dos outros, se cobrar por isso. E se for considerada lenta, sua auto-estima vai desabar e ela sempre será lembrada como a “preguiçosa” ou que “deu mais trabalho” para os pais. Basta se atentar que em um dia vai ver isso mais de uma vez. Quando começam os assuntos sobre filhos, fico cansada ao perceber que vão dar em competição. Logo, invento uma desculpa e saio de perto.


Voltando às descoberta da minha pequena, são tantas todos os dias... Ela já bate palmas, canta do jeito dela, manda beijos (com uma força impressionante), aponta com qual brinquedo quer se divertir, dá os braços para ficar no nosso colo, reclama (e como!), olha para mim para saber se pode ou não fazer algo, reconhece a família e os amigos, abraça seu gato de pelúcia... É incrível perceber que enquanto tudo isso acontece, em vez de aproveitar, os pais perdem seu tempo contando vantagem com que está ao lado, em vez de dividir aprendizados e desabafos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Descrição perfeita






Sempre que ouço a música Cria, da Maria Rita, me emociono. É incrível como ela descreve com maestria a maternidade. Antes de Sarah nascer, ficava imaginando como ela seria, do que gostaria, como seria criá-la toda vez que ouvia os primeiros acordes no rádio.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Tranformações por minuto

Imagem: dicasdepresentes.com

É engraçado quando as pessoas dizem que a partir de agora nossa vida vai mudar. Eu sempre me pego pensando em quanta coisa já se transformou na minha cabeça e no meu coração. Dia desses durante o almoço, me contaram uma história bem tocante. Não lembro ao certo o nome da pessoa, mas vamos chamá-la de Ana. Com 26 anos, ela já tinha uma filha de 3 anos, era casada, trabalhava em um banco, frequentava a igreja, acabara de comprar seu apartamento e o mais importante: era delicada no trato com as pessoas e vivia com um sorriso no rosto.

Certo dia, saiu da agência para pegar o ônibus de volta para a casa e não se sentiu muito bem. Ficou um tempo internada no hospital, quando o marido foi chamado pelo médico que lhe disse que Ana tinha pouco tempo de vida. Ela que nunca havia reclamado de dores – apenas de cansaço (coisa normal para quem trabalha o dia todo com o público) -, estava com metástase. Não fumava, não bebia e tinha uma vida saudável.

Logo, os amigos e a família souberam. No domingo, Ana fez um almoço para receber todo mundo. O marido decidiu não contar nada para ela. Menos de uma semana depois Ana se foi. Quando terminaram de contar a história dela, surgiu uma discussão sobre o que era certo: contar ou não à Ana o que estava acontecendo. Uma amiga decidiu prontamente que gostaria de saber da real situação, mas eu fiquei muito tempo me perguntando.

Se tivessem me perguntado meses atrás o que teria preferido, certamente concordaria com ela. Afinal, é justo aproveitar os últimos dias da vida. Mas Ana já fazia isso. Já amava incondicionalmente, era feliz e tivera uma vida repleta de conquistas. Mas como contar a uma mãe com a pequena tão inocente que ela não vai terminar de criar sua filha, não vai vê-la conquistando ou não vai acariciá-la quando cair? Imagine como seria isso na cabeça de Ana, ou na minha, ou na sua. É claro que a pequena terá toda a família para zelar por ela. Mas na cabeça de uma mãe, é extremamente difícil. Neste momento, tive a certeza de que a maternidade realmente muda. Muda tudo.