sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sonho de ser mãe

Entre tantos filmes publicitários sentimentais que foram veiculados na tevê em comemoração ao Dia das Mães, um me chamou a atenção. Na hora, achei que esse comercial das lojas Renner tinha se destacado porque eu fico pensando em detalhes na publicidade (escrevo sobre isso), mas minha mãe também se emocionou. É sobre uma mulher que faz um teste de gravidez e começa a imaginar os momentos maravilhosos ao lado do filho. No final, ela para, descobre que ainda não está grávida e diz que não vai desistir. Ouso arriscar que foi a primeira vez que as mulheres que sonham em se tornar mães foram lembradas nesta data. Minha mãe se identificou muito. Durante muito tempo, ela tentou engravidar, fez tratamentos, mas não conseguia. Até que depois de alguns ano, eu apareci. Fica a homenagem para a coragem e perseverança dessas mulheres.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Confusão de sentimentos

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Em uma das conversas com a minha mãe, surgiu um assunto que gera bastante discussão. Como funciona e aparece o amor materno? Aquela dedicação total, cuidado, zelo. Quando estamos grávidas, normalmente conversamos muito com nosso bebê, desabafamos, já sentimos algo forte por ele. Mas nossa conclusão foi que o amor maior de mãe mesmo é cultivado diariamente. Nos primeiros dias, a gente vai criando ainda mais afeição, carinho, ternura... essa explosão do sentimento acontece um dia após o outro.

Não acredito muito nessa história de que todas as mulheres nascem com o olhar materno. Isso é aprendido e desenvolvido durante a vida. O sentimento fica, sim, muito maior do que poderíamos sequer imaginar. Lembrei disso porque estava dando uma olhada nas notícias do dia até me deparar com a análise de uma psicóloga em relação aos tristes sentimentos que as mães, que tiveram seus filhos trocados, experimentaram.

Cada uma, a seu modo, criou, amou, educou, o filho. Mostrou o melhor de si até que um belo dia descobre-se que o seu sangue está em uma criança na casa de outra pessoa. Já parou para imaginar como deve ser confuso o sentimento de amar muito quem está contigo e acabar conhecendo o filho do seu sangue depois de um ano, sendo que as outras pessoas esperam que você o ame também? Mães e crianças estão sofrendo muito com essa transição. Não podia deixar de compartilhar esse texto com vocês.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Brechó infantil

Sempre me disseram que as roupas deixam de servir nas crianças de uma hora para outra. Aí, não tem jeito, elas perdem muitas roupas mesmo. Ganhamos muitas roupinhas, o carrinho e bebê-conforto que eram de outras crianças e estavam novinhos. Afinal, não dá tempo de usar muito, né? Esses dias eu separei diversas pecinhas que não serviam mais na Sarah e dei. Eu prefiro dar as coisas, mas fiquei sabendo de um brechó e loja de ponta de estoque de artigos infantis lá na Vila Mariana, próximo ao metrô Ana Rosa. Mesmo para quem costuma dar e não vender, Xereta é uma ótima opção para encontrar produtos semi-novos a preços bem mais baratos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Alguns valores


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Finalmente hoje terminei de ler o livro indicado no post anterior. Ando meio pensativa esses dias. Tenho certeza que não jeito certo e padrão de criarmos nossos filhos, mas tem certas atitudes que me fazem pensar... Penso muito em que exemplos, valores, sentimentos deixarei para a Sarah. Todos os dias faço um esforço para trazer para ela atitudes positivas, incentivo às tentativas, momentos de carinho, afeto e doçura. É difícil. Sei que chegamos cansados do trabalho, do trânsito, das noites sem dormir, mas cada esforço vale à pena.

Tentamos nos preparar para as dúvidas que viram – e serão muitas. Tanto nossas quanto deles. E será que vai haver resposta para cada pergunta? Até não encontramos as nossas próprias respostas. O importante é que não se reprima a curiosidade. Aquela vontade que nosso pequeno tem de passar a mão nos tecidos, sentir o gosto do brinquedo na boca, o cheio da mãe mesmo depois de trabalhar o dia todo... Essa curiosidade merece ser aguçada.

O que também não quer dizer que deixemos as crianças fazerem o que quiserem, falarem no tom que quiserem e que os outros sejam obrigados a entender e encarar numa boa. Não é porque é nosso filho que todos são obrigados a achar cada atitude maravilhosa, mesmo quando não existe respeito à casa do outro, ao espaço do outro. Enfim, não era disso que queria falar exatamente.

Continuando o raciocínio lá de cima, lembrei de um blog, que até está no nossos favoritos, que é o Para Francisco. A blogueira é a Cris Guerra que viveu um grande amor, engravidou e aos sete meses teve uma perda enorme: o pai de Francisco, seu filho lindo, teve uma morte súbita. Ela teve que lidar com a sensação de perda e, ao mesmo tempo, completude, porque pouco tempo depois veio o pequeno trazer cor para o seu mundo.

Descobri esse site quando estava grávida, li post por post. Ela conta de forma tão delicada sua história e sensações, que não tem como não se emocionar. É como um diário, em que a cada relato apresenta um pouquinho dela mesma e do pai para Francisco. Vale à pena ver como eles viveram esse amor e como ela cuida para que o pequeno Cisco descubra alegria todos os dias da vida.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lição de vida


Aproveitamos para comemorar meu aniversário e o Dia das Mães. A Sarah e o Gilson me deram um porta-retrato com a foto da Sá e dizendo o que significava para ela. Meus olhos ficaram marejados. É inacreditável como o Gil sempre pensa nos detalhes delicados. Não digo que esse foi o meu primeiro dia das mães porque no ano passado ela já estava comigo. Mas foi o primeiro com o abraço, o cheiro, o beijinho, os sons dela.

Neste fim de semana, comecei a ler um livro que me fez pensar em muitas coisas. A leitura é rápida, embora o tema seja forte. Uma verdadeira lição de vida. Trata-se de Tantos dias: Memórias de uma luta pela vida (ed. Globo), relato do jornalista Marco Uchôa que lutou durante alguns anos contra o câncer, e da também jornalista Anna Costa, sua esposa, que deu seu olhar bem particular sobre tudo que a família enfrentou durante esse tempo.

Infelizmente, Marco não está mais por aqui, mas deixa sua marca, sua grande contribuição e olhar sobre a vida. O casal conta como fez para tornar a vida mais leve, mesmo diante de tanta dificuldade. A Rê Rossi ajudou a transcrever os escritos de Marco. Só para vocês terem uma ideia, vou contar brevemente uma das histórias. Quando Marco perdeu os fios de cabelo, momento do ápice do tratamento e marcado por sua intensidade, ele e Anna decidiram comprar uma peruca black power para mostrarem ao filho deles, então com seis anos, o lado divertido e descontraído da vida. O que poderia ser triste foi transformado em grandes risadas.