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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Escolhas do bebê, da mãe (e médico)
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Foto: http://aaimaging.com/2009/04/portraits-and-maternity.html
Ultimamente tenho ouvido muitas histórias de mães que queriam ter seus filhos por parto normal, mas na “hora H” o parto foi cesáreo. Isso aconteceu com a Rê de Salvi, que travou um embate com seu obstetra. O mesmo com a Paula, minha cunhada e a Nathália, uma colega de trabalho.
Hoje eu li uma matéria que comprova – com número contundentes – o aumento das cesáreas no Brasil: são mais de 50% dos nascimentos, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 15%.
Certa vez entrevistei um médico, o doutor Marco Antonio Lenci, que enumerou vários motivos para o aumento das cesáreas no país. Um dos mais absurdos para mim foi comodidade para pais e médicos. Escolher a data, a hora, me parece tão contra a natureza. No fim da conversa ele, que é defensor do parto normal, disse que o melhor parto é aquele em que a mãe e o bebê saem bem. E é isso mesmo. Na natureza, as coisas nem sempre acontecem como gostaríamos.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Crônica das vidas anunciadas
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Imagem: daylightediet.com_blog Uma amiga disse que Sarah é tão virginiana que praticamente fez uma lista da data propícia para chegar ao mundo. Decidiu nascer exatamente no fim de semana em que meu noivo estaria em casa e eu não estaria trabalhando – afinal meu expediente é de segunda à sexta. Escolheu também a madrugada, sendo assim, o trânsito não atrapalharia sua chegada. E eu agradeço. Porque me perdoem os leoninos, mas não sou lá muito de massagear jubas. De certo modo, o mistério ficou no ar até o último minuto. O trabalho de parto teve início no dia 22, último dia para o signo de leão.
O bom de tanta organização por parte da minha filha é que essa palavra passou a fazer parte do meu vocabulário de forma mais contundente. O sábado em que comecei a sentir pequenas pontadas era para ser como qualquer outro. Era. Como pessoa precavida, segui “a rigor” a alimentação balanceada que o fim da gestação pede. No almoço, a caprichada feijoada. No jantar, um belo lanche do Mc Donald’s. Também andei para cima e para baixo para comprar uma cesta de vime, por pura vontade de colocar as fraldas num suporte como o que vi em uma revista.
Quando voltava da lanchonete, senti uma cólica de leve. Comentei com o Gil, mas logo descartei a possibilidade de ser o início do trabalho de parto. Pura ingenuidade. Na minha cabeça, ela só nasceria no fim da semana. Mal sabia eu que ela era determinada. Assistimos a um filme e as dores começaram a vir com mais frequência. O Gil começou a contar os intervalos entre uma pontada e outra. Eram de cinco minutos. Entrei debaixo do chuveiro. A água quente deu uma ajuda – de poucos segundos.
Ligamos para o obstetra e partimos rumo à maternidade. Um passeio em família. Eram duas horas da madrugada. Lotamos o carro. Minha mãe, meu pai, minha irmã, o Gil e eu, é claro. Chegando lá, eu continuei com a minha calma. Desenvolvi o lado zen com a maternidade. Mas parece que às vezes preciso de um chacoalhão. O segurança logo perguntou se não queria uma cadeira de rodas. E eu, acreditando que voltaria para casa por ser só alarme falso, disse que não. O Gil pediu para ele trazer.
Só acreditei que era o momento de a Sarah chegar, quando a obstetriz disse que estava com quatro centímetros de dilatação. Mesmo assim continuei calma. Fui levada de maca à sala de parto normal. Na minha cabeça, seria coisa rápida. Afinal, a dor nem era tanta e já estava com dilatação. Santa ingenuidade! Fiquei até às 5h30 no mesmo estado. Nada acontecia. E num momento propício, lembrei do rico cardápio do jantar e do almoço.
O Gil acompanhou todo o processo. Todo mesmo. Passei mal, joguei a comida fora… O pior foi quem pensou na decoração da sala de parto. Isso porque um relógio enorme que marca até os segundos ficava bem na minha frente, me lembrando de cada contração. É como se nós fizéssemos contagem regressiva. As dores que sentia duravam milésimos, mas pareciam horas. Minha coragem para fazer parto normal desapareceu. Pedia para o Gil chamar alguém para aplicar a anestesia.
Depois de tudo isso, o parto normal foi descartado, pois não havia dilatação suficiente. No centro cirúrgico, a anestesista pediu para eu ter calma que a anestesia não doeria muito. Aquela picadinha já não era nada. Disse a ela que poderia aplicar quantas vezes quisesse. Não parava de tremer tamanha era a descarga de adrenalina no meu corpo. Depois da injeção a dor passou. Aí ouvi o som da Sarah chorando me emocionei. Depois o Gil a trouxe bem perto de mim. Ela já descansava. Também estava exausta. Ia para cá e para lá na barriga. Já era a hora dela.
Terminaram a cirurgia, fui a uma sala de recuperação. Cheguei no quarto, Gil não conseguia descansar. Queria ficar perto da pequena. E eu, carregá-la. Nessas quase nove horas de trabalho de parto, nos preparávamos para o que viria. Era como se o processo anunciasse novas vidas. As vidas verdadeiras, que se iniciaram ali.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Uma dádiva
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Da primeira vez que ouvi o coração de Sarah bater tão acelerado, meus olhos se encheram de lágrimas. Meu coração acelerou mais que o dela. E uma mescla de ternura, medo, insegurança e felicidade me invadiu. Ela estava ali, pronta para mudar para sempre a minha vida. Nem precisava olhar para seu rosto, o amor já havia nascido.
Alguns meses depois, no dia 23 de agosto às 6h01, Sarah veio ao mundo. Os bastidores (que contarei amanhã, caso tenhamos a noite maravilhosa de hoje) desapareceram em questão de segundos. Não consegui segura-la assim que saiu do meu ventre. Meu noivo, que assistiu a todo o processo, logo a pegou em seus braços.
Ela estava exausta e já descansava. Ele estava feliz como nunca (vai contar tudo aqui). Eu me emocionava. Depois de me recuperar, levaram minha pequena para os meus braços. Quando vi pela primeira vez aqueles olhos cinzas – ainda sem definição de cor – toda a felicidade do mundo me invadiu.
Sarah me olhava com cumplicidade. Certamente, me reconheceu. Comigo, silenciou e confiou desde o primeiro segundo. Mesmo assim, dei as boas-vindas a ela, me apresentei. Seu pai também conversou com ela. Voz que ela reconhecera também.
Realmente minha vida mudou. E muito. Nossas vidas se transformaram. Foi a primeira vez que os olhos de Sarah se abriram para mim, para o pai e para o mundo. A partir dali, a nossa família estava mais que completa, mais que forte, mais que feliz. Estávamos ali, nós três. E isso bastava.
Realmente minha vida mudou. E muito. Nossas vidas se transformaram. Foi a primeira vez que os olhos de Sarah se abriram para mim, para o pai e para o mundo. A partir dali, a nossa família estava mais que completa, mais que forte, mais que feliz. Estávamos ali, nós três. E isso bastava.
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domingo, 23 de agosto de 2009
Boas-vindas para a Sarah
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Sabe aquelas músicas gregas? Então, era uma música dessa a trilha sonora do meu sonho neste domingo. Eu estava sonhando com uma praça bem bonita onde tocava esse tipo de música, quando meu celular tocou. Era a Rê de Salvi. Ela me perguntou se tinha me acordado e eu, meio sonolenta, respondi que estava sonhando que estava na Grécia! Ela me disse: “Então volte para a realidade porque a Sarah nasceu”. Dei um pulo da cama. Na hora meu sono passou, meu coração disparou e fiquei super ansiosa para conhecer essa pequena, que veio para encher a vida de muita gente de alegria. Fiz aquelas perguntas clássicas sobre dor, como foi o parto e etc, as grandes curiosidades de quem nunca pariu. Ela estava super serena, tranquila. Contou-me que a Sarah chegou muito bem de saúde, com 2.910 kg e 48 cm às 6h20 do dia 23 de agosto – portanto, uma virginiana – que era cabeludinha e a cara do pai. Eu queria mesmo era conhecê-la. Fui para a maternidade à tarde. Encontrei o Gilson, o mais novo papai, na porta do prédio. Ele estava tomando ar para descarregar o estresse das horas de trabalho de parto, foram quase seis. No quarto estava toda a família e a pequena, dormindo como um anjo. Essas são algumas das primeiras fotos da Sarah que, daqui para frente, será personagem de muitos assuntos tratados nesse canto.
Aliás, por falar em canto, assim como a Sarah, o Olhos Para o Mundo, vai ganhar uma casa nova. Em breve teremos novidades!
sono bom nas primeiras horas de vida
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domingo, 9 de agosto de 2009
Menos de 30 dias...
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Rê Rossi says…
Rê Rossi says…
Nossa, mas já está tudo pronto? O dr. Bruno te orientou? Você deve ir para a maternidade se sentir alguma coisa? E o Gilson, vai estar por perto???
Rê de Salvi says…
Calma!!! Está ansiosa demais… rs… Tá tudo pronto. A malinha da maternidade, inclusive. O dr. Bruno me proibiu de ir para a maternidade sem falar com ele… hehehe… nada de ansiedade… tenho que ligar se sentir qualquer coisa e ele me orienta…
Rê Rossi says…
Mas e se sentir alguma dor de madrugada? O Gilson não vai estar por perto… E se ele não chegar a tempo de ver a filha nascer?
Rê de Salvi says…
Relaxa!!!!!!!! Nem parece que vc faz ioga… o trabalho de parto demora… vai dar tempo de ele chegar sim! E vc também…
Rê Rossi says…
É que eu to ansiosa… vai ser a primeira vez que vou ver um bebê da maternidade… hehehe… e mais: não é qquer bebê… é a Sarah!!!!!
Essa foi uma conversa que tivemos (nós, as duas Renatas), no último dia 28. Como o papo era o nascimento da Sarah, filha da Rê de Salvi – a minha primeira amiga a ser mãe!!!! – aproveitamos o tema e parimos, no sentido tecnológico, é claro – essa ideia que já nos acompanhava há um tempinho. Nós queríamos fazer um blog para extravasar ideias, sensações, impressões que muitas vezes ficam de fora do nosso trabalho que é escrever… somos jornalistas. Ela da propaganda, eu de saúde. Foi aí que nasceu esse canto… afinal, quem tem mais novidade que mulher grávida???
Agora os olhos dela estão voltados para o mundo, de outra forma, com novas perspectivas, dúvidas, alegrias, descobertas… É nesse espaço que queremos compartilhar o que rola no fascinante mundo da maternidade. Ela é a mãe e eu a tia postiça… hehehe…
Então, preparem-se! A Sarah está a caminho…

Faltam quantos dias?
Rê de Salvi says…
30! Ela está chegando… até o dia 28 já estará na área…
Rê Rossi says…
Nossa, mas já está tudo pronto? O dr. Bruno te orientou? Você deve ir para a maternidade se sentir alguma coisa? E o Gilson, vai estar por perto???
Rê de Salvi says…
Calma!!! Está ansiosa demais… rs… Tá tudo pronto. A malinha da maternidade, inclusive. O dr. Bruno me proibiu de ir para a maternidade sem falar com ele… hehehe… nada de ansiedade… tenho que ligar se sentir qualquer coisa e ele me orienta…
Rê Rossi says…
Mas e se sentir alguma dor de madrugada? O Gilson não vai estar por perto… E se ele não chegar a tempo de ver a filha nascer?
Rê de Salvi says…
Relaxa!!!!!!!! Nem parece que vc faz ioga… o trabalho de parto demora… vai dar tempo de ele chegar sim! E vc também…
Rê Rossi says…
É que eu to ansiosa… vai ser a primeira vez que vou ver um bebê da maternidade… hehehe… e mais: não é qquer bebê… é a Sarah!!!!!
Essa foi uma conversa que tivemos (nós, as duas Renatas), no último dia 28. Como o papo era o nascimento da Sarah, filha da Rê de Salvi – a minha primeira amiga a ser mãe!!!! – aproveitamos o tema e parimos, no sentido tecnológico, é claro – essa ideia que já nos acompanhava há um tempinho. Nós queríamos fazer um blog para extravasar ideias, sensações, impressões que muitas vezes ficam de fora do nosso trabalho que é escrever… somos jornalistas. Ela da propaganda, eu de saúde. Foi aí que nasceu esse canto… afinal, quem tem mais novidade que mulher grávida???
Agora os olhos dela estão voltados para o mundo, de outra forma, com novas perspectivas, dúvidas, alegrias, descobertas… É nesse espaço que queremos compartilhar o que rola no fascinante mundo da maternidade. Ela é a mãe e eu a tia postiça… hehehe…

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