quarta-feira, 9 de junho de 2010
Primeiro livro
Postado por
...
No feriado do ano passado, minha irmã, meu pai e eu decidimos ir à rua 25 de Março, grande centro comercial da capital paulista, para comprar o que ainda faltava do enxoval da Sarah. Lá vi diversas coleções de livros, que continham um cd em que as histórias eram narradas. Não tive dúvidas. Comprei um sobre clássicos e outro sobre folclore. Outro dia, vi uma mulher vendendo outros livrinhos e comprei dois. Lembro que um era do ursinho Memel. As histórias são bem rápidas e os desenhos simples.
Uma amiga minha, Renata, que é jornalista e faz letras, disse que temos de ter atenção às traduções desses clássicos da literatura infantil. Porque entre uma tradução e outra, há grandes diferenças. Além disso, poucas editoras – infelizmente – tem cuidado com gramática e ortografia. Em vez de ser um momento único e de grande contribuição, nas primeiras leituras, a criança acaba aprendendo a escrever as palavras de forma errada. Já pedi para ela escrever um post sobre isso. Ela prometeu que vai fazer.
Na semana passada, entrei na livraria Saraiva do Shopping Santa Cruz e agora a literatura infantil tem um espaço só para ela. Foi a primeira vez que Sarah entrou numa livraria. Ficou fascinada pelas cores, sons, diversidade. Não sabia o que tocar, para onde olhar. Vimos, então, uma prateleira só com livros para ler no banho. Fáceis de pegar, com material macio, eles são ideias para pequenos da idade da Sá, que está com nove meses.
Pesquisei e decidi que usaria um vale de outra livraria para comprar esse livrinho. Neste outro lugar, não havia tantas opções, mas encontramos o “livro de banho” da Ariel, da Difusão Cultural do Livro. O texto diz que ela fingiria se casar com o príncipe Eric. Custou R$ 20. Sei que esse preço não é capaz de difundir nenhum livro, mas se puderem, comprem. Assim que entramos no carro, Sarah, da sua cadeirinha, pisou, olhou todas as figuras, me mostrou. Ficou feliz da vida nos próximos 20 minutos. Um ótimo começo para a biblioteca dela!
Marcadores:
Ariel,
clássicos,
comprar,
literatura infantil,
livros
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Metamorfose constante
Postado por
...
Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinTSbToGn8TSjuluUjPcn19fVZaJbVOWQZ_4YOKMZ9np-_s0iZSHl7c-PyqITmYAjXWUPvxaWiUIa20MwxT-CwiQfRhMycHAVnNpQ0pmZZZIVUmqXkU3rfD7aPBXzCkeAjxQepi4R0rjJ3/s400/borboleta+na+m%C3%A3o.png
Minha manhã se encheu da alegria. Sarah começou a engatinhar. A seu modo, se arrastou de modo que chegou até onde estava. Reclamou, resmungou, mas estava ali. Bati palmas, dei os parabéns. E ela se empolgou. Ela está com nove meses. Não comprei andador(só para saber, o andador não é recomendado porque faz com que as crianças aprendam a andar errado, inibe boas fases de desenvolvimento e é perigoso porque pode virar e a criança se machucar.), e esperei o momento dela. Não cobrei, não comparei, nem fiquei me perguntando se andaria.
Quando os especialistas dizem que cada criança tem seu ritmo, é verdade. As mães, avós e familiares têm a mania feia de lançar competições. Eles comparam as crianças o tempo todo, apontando quem é mais inteligente e esperto se anda rápido, fala rápido ou bate palmas. Ou mais lento, quando demorou mais para fazer isso que o irmão, a prima ou a vizinha. Isso não é de hoje. Minha avó costuma contar que a vizinha dela dizia que o filho era mais esperto porque já andava, enquanto meu tio ficava parado. Minha avó, que não tinha tanta instrução quanto hoje, ficava preocupada, achando que meu tio nunca andaria. O que a vizinha dela ganhou com isso? Não sei.
Além de ser deprimente ver essas cenas, imagino que seja prejudicial para as crianças. Porque se ela é julgada inteligente, vai acreditar que precisa estar sempre à frente dos outros, se cobrar por isso. E se for considerada lenta, sua auto-estima vai desabar e ela sempre será lembrada como a “preguiçosa” ou que “deu mais trabalho” para os pais. Basta se atentar que em um dia vai ver isso mais de uma vez. Quando começam os assuntos sobre filhos, fico cansada ao perceber que vão dar em competição. Logo, invento uma desculpa e saio de perto.
Marcadores:
competição,
descobertas,
evolução,
mudanças
terça-feira, 1 de junho de 2010
Falta leite em São Paulo
Postado por
...
Imagem: Ministério da Saúde
Você está amamentando? Tem leite de sobra? Já pensou em doar? Então, entre em contato com um dos Bancos de Leite Humano. É que no inverno, os estoques – que nunca estão em alta – caem ainda mais.
Para doar é preciso ter leite excedente, ou seja, você tem de dar conta de amamentar o seu bebê e ainda sobrar para coleta. Não adianta querer doar poucas gotinhas, mesmo que a intenção seja altruísta. O mínimo é 50 ml, mas há quem consiga coletar mais de um litro por semana.
É preciso apresentar exames de sangue que descartem uma série de doenças. Quem toma medicamentos controlados, antibióticos, ingere bebidas alcoólicas ou usa drogas não pode doar.
Para cada região da cidade há um centro de referência que explica como fazer a coleta. Há equipes que fazem a retirada toda semana do leite. Para saber qual o mais próximo de sua casa, acesse a Rede de Bancos de Leite Humano.
Marcadores:
banco de leite,
doação de leite materno,
leite
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Uma manhã de descobertas
Postado por
...
Como boa paulistana que sou, decidi fazer o teste do novo trecho do metrô. Em tese, essa nova linha facilitará minha chegada ao trabalho. A promessa era fazer o trecho em menos de quatro minutos. De ônibus levo cinco vezes mais. Todos que estavam indo para a estação Paulista pareciam cronometrar o tempo. Comigo não podia ser diferente. Marquei no relógio a hora que entrei na estação, o tempo que levei para chegar até a plataforma (são muitas escadas para descer. Se não me engano, seis lances) e o tempo do trajeto.
A modernidade paira no ar. Portas antissuicídio, trem sem condutor, catracas com sensor de presença e, é claro, o que mais interessa aos paulistanos: economia de tempo. E apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção foram dois largos sorrisos cruzando o vagão em que eu estava. Eram um avô e seu neto. Ambos descobrindo o novo, cada um a seu modo e em sua velocidade. O menino estava empolgadíssimo e dizia: “Vem vô! Olha só, não tem mais parede entre os vagões. Vamos andar por todo o trem”. O avô, que tinha certa dificuldade de se locomover, também explorava essa nova experiência. A expressão de fascínio era a mesmo nos dois rostos. E lá se foram eles prestando atenção em cada detalhe, até sumirem por entre os passageiros. Segundos depois chegamos ao destino final.
Eu esqueci de finalizar o cronômetro e cheguei a duas conclusões: 1. Todo mundo tem uma criança dentro de si, sempre disposta a explorar, conhecer, questionar, descobrir. 2. O tempo – na verdade a falta dele – nos faz sufocar essa criança e nos preocupar muito mais com os segundos a economizar do que com o que realmente importa. Cheguei atrasada no trabalho por conta do teste, mas feliz da vida!
Marcadores:
aprendizado,
avô,
curiosidades,
descobertas,
gerações,
menino,
teste
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Para qual maternidade eu vou?
Postado por
...
Imagem: http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/10/MaeIdeal.jpg
Sarah nasceu em agosto. Mas no início de junho o Gil e eu agendamos uma visita à maternidade onde ela nasceria. Além de saber mais sobre os especialistas, a estrutura e os melhores caminhos para chegar no local do nascimento, nós nos sentimos mais seguros. Natural, porque normalmente temos medo do desconhecido. Sabendo onde fica o que, que tipo de segurança o bebê vai ter, quais são os recursos necessários para garantir o bom atendimento para mãe e filho, fica muito mais organizado e tranquilo.
Esses dias, em uma conversa com a dra Teresa Uras, coordenadora da UTI Neonatal do Samaritano, foi levantada essa questão sobre a escolha da maternidade. Ela me disse que os pais estão muito preocupados com os hospitais super parecidos com hotéis com telões, salas de estar para receber os visitantes e uma linda vista. Mas esquecem do principal: a estrutura de alta tecnologia e equipe capacitada, caso ocorra algum inconveniente durante o parto. Isto é, suporte de uma UTI Neonatal e UTI para a mãe também. É claro que nunca pensamos que um momento mágico como o nascimento de um filho vá ter uma surpresa dessas, mas isso pode acontecer. O ditado é clichê, mas não deixa de ser verdade: melhor prevenir do que remediar.
Assinar:
Postagens (Atom)




