quarta-feira, 2 de junho de 2010

Metamorfose constante

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_qck-b1ToxHk/SiBr0fQaw9I/AAAAAAAAAO8/phLf1KDV_hI/s400/borboleta+na+m%C3%A3o.png

Minha manhã se encheu da alegria. Sarah começou a engatinhar. A seu modo, se arrastou de modo que chegou até onde estava. Reclamou, resmungou, mas estava ali. Bati palmas, dei os parabéns. E ela se empolgou. Ela está com nove meses. Não comprei andador(só para saber, o andador não é recomendado porque faz com que as crianças aprendam a andar errado, inibe boas fases de desenvolvimento e é perigoso porque pode virar e a criança se machucar.), e esperei o momento dela. Não cobrei, não comparei, nem fiquei me perguntando se andaria.

Quando os especialistas dizem que cada criança tem seu ritmo, é verdade. As mães, avós e familiares têm a mania feia de lançar competições. Eles comparam as crianças o tempo todo, apontando quem é mais inteligente e esperto se anda rápido, fala rápido ou bate palmas. Ou mais lento, quando demorou mais para fazer isso que o irmão, a prima ou a vizinha. Isso não é de hoje. Minha avó costuma contar que a vizinha dela dizia que o filho era mais esperto porque já andava, enquanto meu tio ficava parado. Minha avó, que não tinha tanta instrução quanto hoje, ficava preocupada, achando que meu tio nunca andaria. O que a vizinha dela ganhou com isso? Não sei.

Além de ser deprimente ver essas cenas, imagino que seja prejudicial para as crianças. Porque se ela é julgada inteligente, vai acreditar que precisa estar sempre à frente dos outros, se cobrar por isso. E se for considerada lenta, sua auto-estima vai desabar e ela sempre será lembrada como a “preguiçosa” ou que “deu mais trabalho” para os pais. Basta se atentar que em um dia vai ver isso mais de uma vez. Quando começam os assuntos sobre filhos, fico cansada ao perceber que vão dar em competição. Logo, invento uma desculpa e saio de perto.


Voltando às descoberta da minha pequena, são tantas todos os dias... Ela já bate palmas, canta do jeito dela, manda beijos (com uma força impressionante), aponta com qual brinquedo quer se divertir, dá os braços para ficar no nosso colo, reclama (e como!), olha para mim para saber se pode ou não fazer algo, reconhece a família e os amigos, abraça seu gato de pelúcia... É incrível perceber que enquanto tudo isso acontece, em vez de aproveitar, os pais perdem seu tempo contando vantagem com que está ao lado, em vez de dividir aprendizados e desabafos.

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